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26 de janeiro de 2015

Contando histórias: emagreci comendo!

26 de janeiro de 2015

Fome da Alma

26 de janeiro de 2015
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Quem nunca se encontrou super triste ou nervoso, e descontou na comida? Todo mundo já viu alguém falar ‘engordei muito na época que estava deprimida’ ou ‘sou acima do peso porque sou ansiosa’ e ‘stress engorda’.

Essa relação entre emoções e alimentos são citadas sempre nos consultórios médicos e de nutricionistas, sessões de análise e terapia, mesas de bar e por aí vai. Mas como fazer com que esses momentos não se tornem um problema para quem não quer/pode ganhar peso?

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Claro que existem dois tipos de emoções: aquelas passageiras e as mais duradouras. Pessoas com sintomas de depressão ou outra patologia devem fazer um acompanhamento multidisciplinar. Muitas vezes a depressão pode ser causada por um desequilíbrio nos nossos neurotransmissores, e isso deve ser corrigido com uma equipe de vários profissionais (algumas vezes também, a medicação é necessária). Além desse grupo, há os estressados. Esse grupo tem um aumento na secreção de cortisol, que tem participação direta com o metabolismo de ganho/perda de peso.

Porém, existem várias situações que alteram nosso humor: perda de alguém querido, término de um relacionamento (casamentos, namoros, amizades), demissões no emprego, etc. Essas situações muitas vezes causam um stress chato, e a gente demora a fechar a ferida (as vezes nem fecha né?). E aí, na fase que estamos tristinhos ou estressadíssimos, podemos reagir comendo o mundo!

Claro, existem aquelas pessoas que ficam sem fome nenhuma, mas essa é discussão para outro post!

“Já que nada tá dando certo, vou comer, pelo menos isso me dá prazer”

Alguém aí já pensou assim? Com certeza. Uma parcela perde o apetite quando se encontra sob momentos de tristeza/stress, mas uma outra grande parte quer compensar comendo até o pé da mesa. E como fazer para evitar que os problemas alterem não só os humores, mas também o peso?

Separe fome física da emocional

Sempre devemos nos perguntar: “estou com fome?”. Quem está com fome quer comer comida, e não uma caixa de leite condensado. Por isso, defina se é fome ou vontade de comer. Se for fome, ótimo: procure algo que de fato ‘mata’ a fome, em qualidade e quantidade. Se é vontade de comer, você tem a opção de repensar se aquilo ali será bom ou não para você.

Entenda que comer é bom, mas não resolve nenhum problema

A não ser que você esteja com fome, comer não melhora o problema. O seu chefe não vai voltar atrás porque você está comendo, seu namorado não vai aparecer na porta com flores e aquela pessoa querida que foi embora não vai reaparecer do além só porque você resolveu comer uma caixa inteira de bombons. Sei que falando assim parece fácil, mas é a linha de raciocínio que a gente nunca segue: “Comer isso vai resolver meu problema?”. Talvez naquela hora dá certo: você vai se sentir feliz, satisfeito, preenchido. Isso vale a pena se depois não vier o sentimento de culpa, e é nele que mora o perigo: “agora além de triste me sinto culpada” – provavelmente é o que você irá pensar. Ou seja, mais um problema? Não, obrigada!

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Educação Nutricional é essencial

Crianças geralmente recebem uma guloseima quando estão muito nervosas ou tristes. “Toma aqui pra você ficar feliz!”. Isso pode gerar uma assimilação completamente equivocada! “Estou triste então vou comer uma barra de chocolate e vou ficar feliz”. Quando você é criança isso pode até funcionar, porque seu problema talvez seja apenas um brinquedo que quebrou. Mas quando a gente cresce, várias coisas muito maiores, densas e importantes se quebram, e não é uma barra de chocolate que faz a gente resolver ou esquecer o baque. Se você tem filhos, netos, sobrinhos ou algo do gênero, evite unir a matemática tristeza + chocolate = felicidade. Sei que as vezes é difícil! Mas o segredo é não fazer a exceção virar regra.

Visualize o que você quer comer

A psicanalista Susie Orbach tem uma frase que eu adoro “Se você não sabe o que quer comer quando acha que está com fome, você quer qualquer coisa, menos comida.”. Isso demonstra bem o que sentimos quando estamos cansados, estressados, tristes ou desapontados: queremos preencher, e não comer. Por isso, avalie os seus desejos.

Aceite-se!

Parece bem fácil falar isso tudo. É claro que na hora do ‘vamos ver’ fica complicado avaliar isso tudo. Somos seres humanos de carne e osso! Por isso, se realmente você acha que aquela super fatia de bolo vai te acalentar, aceite esse fato. Só não faça disso um hábito frequente. É mais ou menos quando estamos tristes e queremos chorar… quem gosta da gente diz “Não chore! Fique bem!”. Mas naquele momento, tudo o que a gente quer é chorar. Então chore. Coma. Mas não faça disso um ritual! Aceite seu problema, busque soluções e sobretudo entenda que a comida não é um remédio, mas uma forma de se alimentar. Ela preenche a alma? Sim! Mas não a use como um antídoto, porque a longo prazo ela pode se tornar mais um problema.

brigadeiro

Além disso, existem várias outras questões comportamentais que circundam o hábito de comer para se sentir melhor. Se você é super ansioso (a) e vive beliscando nos momentos de nervosismo, já pensou em descobrir o que causa essa ansiedade? Já parou para pensar o que você pode fazer para substituir a comida por outra ‘válvula de escape’?  Já conseguiu visualizar que todas as vezes que você tem uma situação difícil e come, a comida não resolve o seu problema?

Por isso a ajuda multidisciplinar é essencial em vários casos.

Agora, se você só teve um momento difícil, pontual e quer fazer a Bridget Jones por uma noite, vá em frente! As vezes, nada melhor do que um belo pote de sorvete ou uma panela de brigadeiro bem quentinha (e um filme água com açúcar)!

Espero que tenham gostado!

Mil beijos,