Organizando a alimentação

11 de julho de 2013

Boa ação

11 de julho de 2013

Glutamato Monossódico – o perigo mora ao lado

11 de julho de 2013
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Hoje em dia vários alimentos que comemos tem Glutamato Monossódico (ou ácido glutâmico). Basta olhar os salgadinhos, molhos de tomate, farofas prontas, molhos shoyu, e principalmente os temperos prontos.
 

Ou seja, ao contrário do que dizem por aí, ele NÃO é exclusivo da culinária oriental. Muito do que comemos hoje tem glutamato monossódico.

Esse composto é um sal do ácido glutâmico, um aminoácido. Ele é encontrado na forma in natura e em vários alimentos industrializados. Adicionar GMS (Glutamato Monossódico) aos alimentos foi uma invenção oriental. Isso tudo porque ele é um realçador de sabor, confere aos alimentos um sabor diferente, chamado Umami (aquele gosto de “quero mais”). 
 
O GMS parece uma solução ótima para os fabricantes de industrializados. Mas para nós, consumidores, tem se mostrado um verdadeiro veneno.
 
Há um tempo um estudioso descreveu a “Síndrome do restaurante Chinês”. Essa síndrome é caracterizada por alguns sintomas característicos após a ingestão aumentada de GMS: dores de cabeça, irritação, coceira, tonteiras, transpiração excessiva. Ela pode ser mais presente em algumas pessoas, que são mais sensíveis ao GMS. 
 

Após esse estudo, o GMS foi alvo de pesquisas cada vez mais frequentes. 

 
Pesquisei vários estudos. Em alguns, descobriram que o GMS altera o funcionamento de regiões neuronais específicas, o que atrapalha o ganho de massa magra e favorece o aumento de peso. 
 
Basicamente é assim: o Sistema Nervoso Central, quando ativado, faz com que nosso corpo ‘quebre’ gordura, aumente nosso gasto energético e então, reduza o peso. Animais induzidos com GMS tiveram uma espécie de inativação do SNC ( essa inativação reduz a ‘quebra’ de gordura). Além disso, a ingestão aumenta uma substância chamada corticosterona, que estimula a ‘quebra’ de massa magra – e atrapalha a formação da mesma.
 
Muitos estudos ainda estão em andamento. Mas o FDA (órgão que regula os produtos alimentícios nos EUA) já sugere que os fabricantes coloquem um aviso de ‘contém’ ou ‘não contém’ GMS nos alimentos.
 


Claro que a ingestão de Glutamato Monossódico tem que ser grande para causar tamanha afetação, a dificuldade de perder peso e ganhar massa não tem como culpado central o GMS. Além disso, vários indivíduos não tem hipersensibilidade ao GMS – ou seja, podem passar o dia no restaurante chinês e não terão sintomas. Porém, é mais um motivo para evitar a ingestão em excesso e ler bem os ingredientes no momento das compras! Evitar os excessos é o segredo.

 
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E por falar em glutamato …
 
Eu me acostumei a olhar nos molhos shoyus se eles tem ou não o glutamato. E hoje resolvi usar o shoyu light, pra provar o sabor.
 
Vocês sabem a diferença? A principal é a redução de sódio (ou seja, sal!). Achei ótimo, dá pra substituir tranquilamente. E a diferença é interessante….
 
Veja a comparação!
Shoyu tradicional (1 colher de sopa)
Shoyu Light (1 colher de sopa)

São 270 mg de diferença na quantidade de sodio. Tendo em vista que não usamos só 1 colher (sopa) de shoyu para temperar os alimentos, ou a comida japonesa, vale a pena substituir!

Lembrando que o excesso de sal causa hipertensão, problemas renais, retenção de líquidos e etc…
Espero que tenham gostado!

Até a próxima,

Marina