O pão de queijo da Marietinha

21 de agosto de 2017

Inspiração, transpiração ou frustração?

21 de agosto de 2017
empty image
comportamento

Há pouco tempo atrás, fui questionada sobre quem eram as pessoas que me inspiravam. . Na hora eu respirei fundo para falar, mas as respostas não apareceram tão claramente. Com exceção de uma ou duas pessoas, não existiam mais nomes para dizer. E parei pra pensar nisso, afinal, não eram só aquelas pessoas que me inspiravam.

Parte do meu trabalho está na internet: alimento um blog que tem como painel o instagram, o facebook, o twitter e outras redes sociais. Mas o instagram é o ‘carro chefe’. E por lá, sigo aproximadamente  700 pessoas. Será porque sigo essas 700 pessoas e não sei responder em quem me inspiro? Como posso gostar tanto de ler e observar pessoas e não notar quais são minhas verdadeiras inspirações?

Pensando bastante sobre o assunto, parei de me perguntar “o que me inspira”. Comecei a me questionar onde quero estar, quais os meus valores, o que pretendo da vida e com a vida, e outras filosofias que vem a tona de vez em quando.

Mas deixando meus devaneios de lado, voltamos para o instagram. Lá na terra sem lei, onde a maioria é feliz (ou está procurando ser) existem diversas inspirações: musas fitness, profissionais de saúde perfeitos, blogueiras de moda super cool e corpos de todos os formatos falando sobre auto aceitação e/ou gratidão. Mas essas pessoas te causam inspiração ou transpiração?

Uma das definições de inspiração é “pessoa que estimula sua capacidade criativa”. Será que essa pessoa que você observa realmente estimula a sua capacidade criativa ou ela apenas te faz transpirar para ser igual a ela? Pare para pensar só um pouquinho se essa pessoa que você segue e se diz ser inspiradora tem (ou parece ter) os mesmos valores que os seus, atrai o mesmo tipo de pessoas ou de coisas que você gostaria e passa a mesma mensagem que você quer passar para o mundo.

E com a transpiração vem a frustração. Aquela sensação de nunca conseguir estar em paz, de nunca alcançar a plenitude – que é o estado do que é inteiro, completo; de totalidade, de integridade. Isso tudo quando, na verdade, sua vida está acontecendo da maneira mais natural que deveria acontecer, com todos os seus altos e baixos. Mas você segue infeliz e se comparando a qualquer pessoa que está preocupada em passar uma imagem que muitas vezes não corresponde a vida real.

Comece com um exercício diário de perceber se aquela pessoa te estimula a fazer algo que é de fato construtivo ou ela te faz querer alcançar algo muito distante da sua realidade e muito próximo da (falsa) perfeição. Se você tenta fazer o que ela diz te inspirar e se sente um péssimo ser humano, talvez ela te leve a transpiração e a frustração, e não a inspiração. Mas se essa pessoa te ajuda a extrair o melhor de você, siga em frente. Além de você, ela também te move.

São essas pessoas que devemos ter por perto.

Até a próxima!

Marina

__

Eu recomendo: a Reportagem da Revista Piauí de agosto, “A mãe de todas as perguntas”. Apesar da temática não ser sobre instagram e musas fitness, ela fala sobre uma questão que (ainda) vive no cerne do ser feminino: a maternidade. E se questiona sobre a necessidade de ter filhos para o caminho da felicidade.