Hashtag Eat Clean

3 de abril de 2017

Eu li: Por que você deveria parar (de uma vez por todas!) de comer só o que quer

3 de abril de 2017

Conversas de Self Service – Já Que… Jaquei!

3 de abril de 2017
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Eu não sou a grande fã de almoçar em Self Service, mas eventualmente acontece. E desde quando percebi que observar o comportamento alimentar das pessoas era tão importante quanto a parte teórica, comecei a me aprofundar nisso: eu notei que o Self Service era O LUGAR.

Entendam que observar e julgar são coisas totalmente diferentes

Eu gosto de perceber o que as pessoas fazem na hora da alimentação. Tem gente que gosta de coordenar o prato: um lado frio – outro quente; tem gente que nem olha pra parte da salada; tem gente que pega um pouquinho de cada coisa… E foi assim que percebi vários detalhes que me ajudam muito no consultório.

Dentre todas as coisas observadas, 3 delas são mais frequentes – e podem interferir na sua alimentação. E olha só, estão todas relacionadas com o que julgamos mais saudável e essencial: a salada!

rabanete

Mais salada, mais problemas

Eu não sou a grande fã de salada de self service. Primeiro porque não confio 100% (eu e muita gente), segundo que acho tudo muito sem graça. É aquela alface boba, um tomate cortado em rodela, um queijinho com orégano pra disfarçar e uns brócolis que parecem ser de plástico. Eu facilmente pulo essa parte, porque eu não quero comer aquilo. Mas vejo que muita gente não faz assim, e acaba pegando por obrigação, porque salada é saudável ou até porque ’emagrece’.

E aí a solução vira problema. É como se comer a salada autorizasse o excesso de tudo que não deveria ser. Ou seja, a pessoa coloca bastante alface, tomate e pepino pra poder caprichar na batatinha frita. Algumas frases e atitudes que ilustram bem a situação:

1) “coloquei bastante salada, tá muito saudável esse prato, kkkk, vou colocar uma batatinha frita pra compensar”

2) “diz que salada dá uma saciedade né, então vou colocar bastante”  – e logo depois capricha em todo o resto que não é salada

3) “Salada sem molho não como. E molho engorda. Não vou comer salada” – e dá-lhe carne ensopada, feijão e outras preparações com molho.

Captou o problema?

Importante lembrar que isso não acontece só no self service, acontece em todos os lugares!

A primeira pessoa que acredita que uma coisa (‘boa’) compensa a outra (‘ruim’), mais conhecido como mecanismo do “JÁ QUE”: Já que coloquei salada (boa), posso colocar muita batata frita (ruim). Nesse caso, o ruim não é a batata, é a atitude. Colocar um pouco de batatinha frita no seu prato provavelmente não será tão prejudicial se você fizer isso de forma consciente. Ao invés de ficar se contorcendo por uma desculpa e cometer uma auto sabotagem, já pensou em não usar a salada como muleta – e assumir que você adora uma batatinha?

A segunda pessoa acredita que saciar emagrece, e ela está certa. Mas não é assim, saciou – emagreceu. A idéia de que a salada dá saciedade é certa, mas isso só acontece se a saciedade que ela provoca faz você reduzir a quantidade de alimentos que você comerá em seguida. Não é simplesmente comer um mundo de saladas e não parar pra pensar se está comendo arroz e feijão de maneira mais que suficiente. Outro detalhe: se você aumentou muito a quantidade de salada do seu prato, isso não te autoriza restringir o você gosta. A saciedade da salada vai te dar mais autonomia e responsabilidade na hora de escolher o que você precisa – nas quantidades que precisa, da maneira que precisa…

A terceira pessoa (adoro essas pessoas) são as famosas “não gosto de salada. Mas vou falar que gosto só que não tô afim de comer por causa do molho. Porque não dá pra querer ser saudável sem comer salada“.

brocolini

Antes de qualquer coisa: ninguém é obrigado a gostar de nada. Tem gente que não gosta de salada. Não adianta. E daí? Vamos respeitar. Talvez essa pessoa faça escolhas alimentares muito melhores do que todos os coleguinhas que se enchem de salada mas não olham para outros fatores…

E se molho na salada fosse um problema de saúde, mole pra gente né? Nossos índices de obesidade sumiriam instantaneamente, e eu ia ficar feliz demais com a quantidade exponencial de pessoas comendo mais vegetais no mundo.

Se você não gosta de salada sem molho e acredita que molho engorda, POR QUAIS MOTIVOS você não para também de exagerar na quantidade de carne ensopada, frango ensopado, feijão, sopa, lentilha, etc… Tudo isso aí tem molho! O que engorda ou emagrece NÃO É o que você escolhe, é a MANEIRA que você escolhe.

berinjela

E se você realmente gosta de salada só com molho… primeiro, toca aqui. Eu também. Não me venha com alface crua que não cola. Depois, PÕE MOLHO NESSA SALADA, amigo! Claro, se você puder optar por um molho mais natural (isso não quer dizer sem/com maionese, sem/com iogurte, sem/com mel), melhor do que optar pelos molhos prontos. E se você adora o sabor daquele molho pronto e não come salada porque ‘não pode’ comer o molho? Seja mais razoável. Comer mais salada é importante, certo? Certo. Você tem esse desejo certo? Certo. Então porque você não começa usando um pouco do seu molho preferido (mesmo ele sendo industrializado) e fixa o hábito de comer mais vegetais. A partir daí, você parte para a segunda etapa da mudança, que é procurar combinações de ingredientes e molhos mais naturais.

Além disso, não importa se seu molho tem queijo ralado, maionese, azeite… O que importa é que a proporção molho/salada. É salada com molho, e não molho com salada. Entende a diferença?

Independente da situação, todas elas querem que você se faça duas perguntas: Primeiro, o que você QUER comer. Depois, como você DEVE comer. E não o contrário!

Até a próxima,

Marina!

As imagens são do Site da Gretchen Roehrs : http://www.gretchenroehrs.com/