A importância (ou não) do plano alimentar

31 de maio de 2016

Mania de saúde

31 de maio de 2016

Meia Maratona, aí vou eu!

31 de maio de 2016
voceéoquevocêescolhe
comerounaocomer
meiablog

Quem acompanha o blog há um tempinho sabe que ano passado iniciei minha vida na corrida, e em dezembro participei da Volta da Pampulha, em BH: uma prova de 18km ao redor da Lagoa da Pampulha.

Quem quiser saber mais sobre minha iniciação na corrida e a Volta da Pampulha, é só clicar na tag #desafiopampulha e ler do começo ao fim, como foram minhas experiências.

Logo depois da Pampulha, eu resolvi tirar umas férias. A idéia era retomar em Janeiro de vez, para fazer a meia maratona do RJ em maio. Mas como contei nesse post, eu enrolei até não poder mais… Abril chegou e eu estava lá, morrendo de saudades de correr como antes, mas sem evoluir, sem uma motivação maior.

A corrida se incorporou na minha rotina não só como um meio de melhorar minha saúde física, como também virou uma forma de terapia. Enquanto corro eu penso, celebro, desconto minhas chateações e ansiedades – as vezes, tudo ao mesmo tempo. No mesmo ano que comecei a correr, passei por várias transformações. Foi um período de overthinking, e a corrida ajudou muito nesse sentido. Além disso eu havia feito 30 anos, e queria de uma vez por todas praticar mais esportes e cuidar mais da saúde, me conectar melhor com meu corpo.

Desde que me mudei para São Paulo (em 2012), venho passado por grandes transformações e mudanças pessoais. Parece que 2015 foi a cereja do bolo, e depois de colocada, a sensação que tive quando 2016 chegou foi: pronto, agora aproveita pra comer com bastante calma esse bolo delicioso que você gastou tanto tempo e intensidade preparando . 

A corrida me ajudou muito na hora de equilibrar o turbilhão de emoções que sempre senti, me ensinou a ser mais paciente e perseverante. A corrida para mim é uma forma de meditação, o momento onde eu consigo organizar vários pensamentos, ou pensar em nada. A corrida gera uma conexão entre mente e corpo perfeitas, além de melhorar humor, ânimo, peso, sono, apetite e concentração.

Enquanto eu aprendia muito sobre mim mesma, eu corria. Como se tivesse correndo de encontro com tudo que eu gostaria de ser. Para quem nunca havia correndo (literal e metaforicamente), eu alcancei várias eu planejei, e a prova da Pampulha selou o pódio onde estavam realizações pessoais, emocionais e físicas.

EVOLUCAOCORRIDAEstou muito satisfeita com minha maneira de conduzir as minhas alegrias e angústias, talvez esteja na fase mais leve dos últimos tempos.

E por ter tanta leveza, acho que ainda existem – e sempre existirão – resquícios da velha Marina, aquela movida a intensidade, hiperbólica, a flor da pele. Sinto que a velha Marina as vezes pede para a nova Marina  um pouco daquela emoção louca, daquele entusiasmo quase adolescente. E talvez por isso, de maneira inconsciente, eu desejei dar uma movimentada nessa tranquilidade toda.

Se eu corri atrás da minha transformação, e descarreguei toda a minha energia retida na corrida, porque não buscar uma adrenalina através de algo que só me faz bem – e que eu estou com saldo devedor?

Foi esse raciocínio – e uma conversa com minha ‘chefa’ corridas, a musa Alic – que me levaram até o site da Asics Golden Run, onde me inscrevi para a minha primeira meia maratona. Quando fiz a inscrição faltavam apenas 72 dias para a prova. Hoje, quando escrevo esse post, faltam exatos 2 meses para a prova. Quer mais emoção e adrenalina que esse desafio?

Falando pelo lado psicológico/emocional, hoje eu me sinto mais confortável com a situação. Além de uma prova longa não ser mais algo desconhecido – o que já diminui bem o medo e a ansiedade – estou mais leve e tranquila para conduzir os treinos com mais concentração e sem muitas preocupações na cabeça.

Pelo lado físico, eu sinto mais medo. Perdi muito do que havia conquistado ano passado e sei que vou ter que me dedicar bastante, porque o tempo é curto. Apesar de ser leve (o que é algo bom) e sofrer pouco com lesões, não tenho muita força muscular e mooooorro de preguiça de trabalhar esse lado.

Não vai ser fácil!

Apesar de não ser uma corredora rápida, meu objetivo é terminar a prova me sentindo bem, e numa velocidade melhor do que a feita na Pampulha. Vou trabalhar para conseguir, mas sei que talvez não seja possível – e isso não me incomoda tanto.

Sou muito pouco competitiva, mas trabalho bem sob desafio. Talvez por isso eu tenha resolvido tornar pública a minha decisão de participar dessa meia. Ano passado a ‘torcida’ foi boa, e recebi tantos incentivos e perguntas de pessoas que liam meus posts, que quando acordava com preguiça de correr pensava “não posso faltar, preciso treinar, senão vai ser o maior papelão no final do #desafiopampulha lá no blog”. Querendo ou não, saber que tem gente torcendo por mim me ajuda muito, seja pela cobrança ou pela vontade de retribuir os votos de boa sorte que recebi durante todo o tempo.

Espero que, assim como a Pampulha, eu desperte em alguma (s) pessoa (s) a vontade de praticar atividades físicas (se for corrida, melhor ainda!). Alguns pacientes vieram me falar que começaram a tentar correr depois que viram os posts, e recebi emails e comentários de muitas pessoas que aprenderam alguma coisa com meus relatos. Isso também me motivou muito a abrir essa experiência com vocês.

Que venham os próximos 60 dias com muitos posts sobre essa experiência – e claro, sobre outros assuntos: é correndo que tenho as melhores idéias de posts!

Beijos!