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13 de julho de 2017

Opinião: To The Bone #netflix

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Pra inspirar: corrida, triathlon e netflix

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Na volta das minhas férias, assisti dois filmes/documentários que achei super interessantes. Existe uma extensa lista do netflix que quero comentar aqui também (pra ser mais exata, 12!) mas queria começar por esses – um deles não está no netflix, mas com certeza é fácil de encontrar na internet.

O primeiro deles – não está no netflix – é sobre Budhia, um menino indiano que aos 5 anos já havia corrido mais de 40 maratonas. O filme é super polêmico, mas vale a pena ver. O que mais me tocou foi o dom da corrida que o garoto tem. Com treinamento você pode fazer o que quiser, mas cada um tem uma habilidade maior ou menor para determinados elementos. Eu, por exemplo, não sou uma pessoa que corre rápido, essa não é a minha habilidade. Mas tenho uma boa postura e um bom ritmo, o que me ajudou – acredito eu – a não me lesionar.

Budhia tem uma habilidade natural para a corrida, e mesmo na situação mais adversa possível, ele era capaz. Claro que os métodos adotados são questionáveis, mas o dom dele é algo que encanta. E encanta tanto que o menino era tratado com uma idolatria impressionante, e é algo que eu acho lindo no esporte: a maneira que as pessoas se identificam e se inspiram em seres que ultrapassam barreiras.

Também fiquei pensando nos milhares de Budhia que devem existir no Brasil, e por falta de incentivo acabam usando a energia para o esporte em outras atividade nada construtivas.

O outro filme que me emocionou muito foi o ‘100 metros’. A história de Ramón Arroyo, um publicitário que recebe o diagnóstico de esclerose múltipla com 35 anos e decide fazer o IronMan de Barcelona. Para quem não sabe, IronMan é uma competição de triatlon onde o atleta deve completar 3,8 km de natação, 180 km de ciclismo e 42,195 – em um tempo determinado.

A esclerose múltipla é uma doença neurológica, crônica e autoimune que pode ser manifestada por vários tipos de sintomas. Pesquisando sobre Ramón, li as suas duras críticas sobre como a doença é encarada pela sociedade e como alguns profissionais de saúde precisam se preparar melhor para lidar com o paciente que tem esclerose múltipla, sendo necessário um atendimento mais humanizado – e não só científico.

Após o filme Ramón diz que não quer que fique a mensagem “Vocês tem que fazer um iroman” ou “obstáculos são colocados por nós mesmos” porque não é assim. Ele acredita que cada um tem que buscar seus próprios desafios, seus próprios ‘ironman’, e que “se você pode dar 20 passos, tente dar o vigésimo primeiro jogue da melhor maneira possível com as cartas que a vida te dá“.

E foi isso que eu senti do filme e achei tão interessante: tanto se fala de superação nas redes sociais, mas pouco se vive isso. A hashtag gratidão matou a autenticidade, todo mundo se vê obrigado o tempo todo a ser feliz e #grateful mas esquece que existem desafios difíceis SIM. E que tem horas que a gente quer desistir, chorar, reclamar, simplesmente porque algumas coisas saem fora do nosso controle e não tem solução – mas podemos encarar de várias maneiras.

Achei os dois filmes inspiradores! Quem já assistiu?

Até a próxima!

Marina