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Férias parte 1 – em Paris

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Quando decidimos viajar, Paris não estava no roteiro. Queríamos ficar todo o tempo na Itália. Mas Paris entrou no planejamento, e passamos dias deliciosos na cidade luz.

Foi a minha primeira viagem a Europa, e não poderia ter começado de um jeito melhor: confirmando tudo -e mais um pouco – do que eu já tinha lido no livro “A não dieta dos Franceses”. Li esse livro logo que me formei, e ele explicava como os franceses comiam tanto pão e manteiga não engordavam. Lembro que me marcou muita na época, porque no meio de tanta gente preocupado em calcular dieta eu pensei “Eureka! Não penso assim sozinha”!

No livro ele fala sobre o hábito das pessoas se locomoverem pouco de carro – seja a pé ou de bike, eles sobem e descem as escadas dos antigos metrôs e muitas construções não tem elevador; fala também sobre a calma na hora de comer – o que é um fato; falava sobre o mito de ‘comida francesa é pouca’ – ela não é pouca, ela é suficiente; e vários outros detalhes.

Eu comi super bem em Paris, e visitei lugares incríveis. Andei MUITO – quase não peguei metrô, a não ser no retorno pra casa, depois de quase 21km andando – e subi muitas escadas. O sol estava se pondo por volta de 22:30, então deu para aproveitar bastante. Quem não conhece Paris e pretende ir: tênis na mala. A melhor maneira de conhecer e viver a cidade é andando!

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1) La Grand Épicerie de Paris – um empório super gourmet. Uma Disney para quem gosta de comida. As cerejas estavam tão lindas… Eu vi de tudo e mais um pouco, desde uma parte de vinhos de chorar, até uma prateleira de azeites que pareciam perfumes. Tomamos umas tacinhas de vinho e perdemos um tempinho por lá. Vale a pena!

2) Quiche Lorraine do Café Campana – no Museu d’Orsay. Você não precisa estar no melhor restaurante de Paris para achar a comida gostosa: porque se o ingrediente for bom, não tem erro. E se falando da chacrutaria, eles dão um baile na gente. Comi essa quiche e achei super gostosa e honesta! Sim, com vinho, porque não?

3) Um amigo que mora em Paris nos levou para conhecer a típica noite parisiense do verão, e antes paramos para jantar num restaurante bem local. Esse steak tartare veio com uma batata au gratin que se eu pudesse comia eternamente. O simples é divino!

4) O esporte nacional dos parisienses: se sentar virados para a rua. No livro que eu li, ele fala disso o tempo todo: não existem cadeiras de costas para as ruas. Não é bem melhor? Você come com calma, observando o movimento!

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1) Croissant no café da manhã – todos os dias, por favor. Existe croissant rum na França?

2) O lugar que mais adorei: L’avant compotoir  – pertinho da Notre Dame (e da Saint Chapelle, que amei!). Você entra nesse minúsculo local, escolhe o que vai comer – pedimos uma tábua de prosciutto – e ainda conta com pão, picles e manteiga ‘coletiva’ no balcão. E claro, bons vinhos.

3) Além do picles, da manteiga e do pão, havia uma alcachofra gigante no balcão. Pensei que também fosse open bar #quemnunca e obivamente aproveitei. Detalhe: eu nem sou tão fã de alcachofra, mas aquela estava especial. Depois de comer algumas pétalas, o garçom me informa que ela era paga, hahahaha. Ok, vamos acabar com isso logo então (sacrifício, só que nãO) Acabamos de comer a alcachofra, ele pediu o final para retirar o fundo e nos serviu dessa maneira linda. Não sei se algum dia vou comer um fundo de alcachofra tão gostoso, estava diviníssimo. Vale a visita, mesmo depois de horas de caminhada querendo sentar e tendo que comer de pé: vale, vale e vale.

4) Queijos na Rue Cler. Essa rua é super fofa, tem vários restaurantes, lojinhas e uma feirinha com frutas, queijos, peixes e tudo mais que você pode imaginar. Essa parte dos queijos me fez desejar morar ali, bem na frente da vitrine. Não deu, mas guardei a foto de recordação.

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1) Paramos num café super cool perto da Notre Dame. Esse bolinho era de pistache, super gostoso. Notei que os doces tem mais gordura, mas menos açúcar. Pro meu paladar, perfeito.

2) Fomos ao Chez Paul, na Rue de Charonne. Pedimos essa entrada com frutos do mar deliciosa. Tentamos fugir de restaurantes super turísticos e esse de fato não era um.

3) Pedi uma salada que estava deliciosa. Depois de andar um monte, a gente falava que a ‘taxa de prosciutto’ caía, e tínhamos que recuperar. Eu que não sou de pedir salada, queria mais!

4) Pato com cebolas. Nós sempre ‘trocávamos’ os pratos, assim um comia um pouco do outro. Eu não sou super fã de pato, mas esse realmente estava delicioso. Como eu já disse, o ingrediente faz TODA diferença. E em vários restaurantes em Paris é notável essa preocupação.

No último dia fomos também ao Chez Fernand, na Rue de Christine. Um restaurante pequenininho, familiar e super simpático. A comida estava deliciosa: eu fui de Boeuf bourguignon e o namorido de Pato (sim, de novo!). Antes, comemos um patê de fígado que queria trazer pro Brasil. Vale super a pena conhecer o restaurante – sobretudo pra quem tem medo de falar inglês em Paris.

Aliás, sobre esse tema abaixo!

Outras observações:

As pessoas de fato comem bem devagar. Nesse dia do Chez Paul, enquanto dividíamos a entrada e os pratos principais, nossa ‘vizinha’ de mesa comia o seu prato. Fomos embora e ela ainda estava na sobremesa. Ela comia, observava a rua, lia um livro… com a maior calma do mundo.

Eles comem muito pão. Almoço? Tem pão. Jantar? Tem pão. Não interessa como, quando, onde e porque… tem pãozinho do lado acompanhando tudo!

Dei uma pesquisada e as maiores causas de morte em Paris estão muito mais relacionadas ao cigarro do que a obesidade ou má nutrição. Eles fumam MUITO, é algo cultural. O que é uma pena, porque são pessoas fisicamente ativas e se alimentam muito bem.

Fiquei morrendo de medo porque não falo nada em francês, e várias pessoas que diziam que tinham dificuldade com isso. Nos restaurantes e pontos turísticos não tivemos nenhum problema com isso! Muito pelo contrário, as pessoas foram bem solícitas. Lógico, não são os mais expressivos e calorosos do mundo, mas hora nenhuma me senti ofendida ou acuada. Eu acho válido aprender a falar ‘bom dia’, ‘boa tarde’ e ‘boa noite’, ‘até logo’, ‘por favor’, ‘obrigado’, ‘a conta por favor’ e outras coisas básicas, mas não se desespere. Com educação e calma a gente dá conta de tudo.

Na hora do café não existe essa de adoçante na mesa. Aliás, acho que nem vi adoçante nos lugares que fui. E poucos lugares tinham açúcar.

De uma maneira geral, o que me deixou mais encantada foi com o respeito e o aproveitamento do espaço público. Era verão e as pessoas estavam na rua: bebendo, comendo, se divertindo. As pessoas pedalam na rua dividindo espaço com os ônibus e os idosos sobem e descem escada naturalmente.

Pra terminar

Super recomendo Paris como destino. É um lugar lindo e encantador, a cidade parece um cenário, e a comida é muito boa. Mas repito: tênis na mala. Eu comentei no stories que eu não sei como as blogueiras se mantém lindas  – e de salto alto – num lugar que se anda TANTO! Lembre-se que fotografias são importantes e a gente quer sair bem nelas, mas não abram mão do conforto em prol dos likes no instagram.

Não tenha medo de engordar – nem em Paris, e nem em outro lugar do mundo. Aproveitem, faça como os Parisienses fazem. Curtam, comam devagar, observem os ingredientes, leiam o cardápio – usem o google em caso de dúvida. Aprendam sobre a cidade, visite os museus, as igrejas, os jardins… Observem como a alimentação e a relação com a comida é um pedaço da cultura: da mesma forma que eles tratam a própria cidade, eles tratam o próprio alimento.

Até o próximo destino!

Beijos!