Opinião: Revista Veja e a estética do risco

5 de novembro de 2013

Um, dois, Feijão com arroz; Três, quatro, Feijão no prato!

5 de novembro de 2013

Porque eu não consigo emagrecer?

5 de novembro de 2013
empty image
empty image
Falhas na sua alimentação podem estar dificultando a perda de peso. Por tomar decisões sem um acompanhamento de um nutricionista – lembrando que cada pessoa tem uma rotina e uma demanda calórica – muitas vezes nos enganamos.
Alguns erros mais comuns
Consumir apenas alimentos light: Nosso corpo tem uma demanda calórica mínima (ou seja, uma quantidade de energia mínima para manter suas funções vitais ativas). Quando comemos uma grande quantidade de alimentos light (que tem um valor calórico reduzido), nosso corpo entende que estamos ‘passando fome’ – claro, nas devidas proporções! – e quando consumimos um novo alimento ele resolve ‘armazenar’, para que não falte energia.
É mais ou menos o que acontece quando ficamos muito tempo sem comer. Num primeiro momento podemos até emagrecer – claro, estamos consumindo menos do que gastamos – mas depois o corpo assume uma condição ‘crônica’ e para de perder peso. Você não engorda, mas também não emagrece: e ainda corre o risco de aumentar a quantidade de gordura corporal (porque a forma que o corpo tem de armazenar energia é em forma de gordura) e perder massa magra. Como ocorre essa troca (massa magra e massa gorda) o ponteiro nem se mexe.
Outro perigo do light é a ‘tentação’. Você está lá, enganando o seu corpo com produtos menos calóricos, mas uma hora ele vai te cobrar o que ele está sentindo falta!!! E aí você comete o pecado da gula, e ao invés de se permitir comer 1 fatia do bolo, acaba comendo o bolo inteiro!
Achar que o integral é menos calórico: Você leu em algum lugar que os produtos integrais são bem mais vantajosos para a perda e manutenção de peso, e por isso deixou de comer 2 colheres de arroz branco para comer 6 de integral (sim, isso acontece mais do que imaginamos). Cuidado! O produto integral tem o mesmo valor calórico (e muitas vezes até um pouco mais!). A vantagem do integral é: como ele não passa por processos de refinamento, ele mantém a maior parte das fibras intactas. Estas fibras fazem com que a absorção do alimento seja mais lenta, provocando a saciedade. Além disso, várias vitaminas e minerais são conservadas nos alimentos integrais!
Beber pouca água: A água participa de vários processos metabólicos essenciais, além de manter nossa temperatura corporal e um bom funcionamento renal. No nosso dia a dia é quase inevitável não consumirmos alimentos industrializados – que são ricos em sal, na sua grande maioria. O sal em excesso (ou a falta de hidratação) faz com que nosso corpo retenha líquidos, muitas vezes aumentando o peso. Por várias vezes também sentimos sede mas confundimos com fome, e ao invés de tomar um copo d’água, acabamos mastigando um biscoitinho ou qualquer outra bobeirinha que aparecer pela frente.
Acreditar em milagres: Dietas detox, goji berry, chá verde… De nada adianta comer esses alimentos e perder a linha nos ‘comuns’. Não é porque você está tomando 3 litros de chá verde que pode comer 1 cesta de pães de queijo. Milagres não existem (pelo menos quando se fala de ciência) e o ideal é ir devagar e sempre.
Mastigar muito rápido: Quando comemos rápido nosso cérebro não consegue processar que o ‘vazio’ já foi preenchido. Então acabamos sentindo fome mais rápido – comemos mais e engordamos.
Não comer determinado alimento ‘porque engorda': O fato é que 99% dos alimentos engordam. Ou não. Tudo depende de um balanço calórico. Um bom nutricionista irá dar um jeito de encaixar a unidade de bis que você insiste e necessita comer após o almoço (desde que seja 1 só) sem que isso pese na sua balança.
Comer o que não gosta: vejo dezenas de pessoas introduzindo alimentos alheios a sua rotina na dieta. Ok, se você está disposto a experimentar novos sabores, eu acho super legal. Mas comer o que não gosta só porque ‘está na moda’ ou ‘minha amiga está comendo e perdeu vários quilos’ já é demais. Afinal, se comemos o que não gostamos não nos satisfazemos – e acabamos por comer volumes maiores depois. As vezes uma comidinha que gostamos nos satisfaz em menor quantidade do que uma ‘mais ou menos’. É o que chamamos de confort food.
Só fazer dieta, ou só fazer exercício: por mais doloroso que seja para alguns, esse combo é a melhor forma de perder peso. Claro, existem pessoas que perdem alguns quilos sem atividade – pois acabam comendo menos que gastam. Mas a perda é mais efetiva, natural e prazerosa quando praticamos exercício. Qualquer um que você goste. Alguns não farão tanta diferença na balança pois acabam por aumentar nossa massa magra com maior velocidade (perdemos gordura, mas ganhamos massa). Outros mostrarão rapidamente o efeito da atividade, por não aumentar tanto nossos músculos e reduzir a quantidade de gordura corporal.
Fazer dieta: Sempre falo para meus pacientes que dieta não funciona. Dieta tem começo, meio e fim! Quando acaba, você volta a sua vida ‘pré – dieta’ e você encontra todos os quilos perdidos por aí. Emagrecer é um processo que envolve uma mudança de hábitos, organização e conhecimento sobre o próprio corpo. A reeducação alimentar pode parecer ‘papo furado’ mas é o que realmente funciona melhor. Você aprende a comer bem pro resto da vida, perde seus quilos e mantém o peso :)
 
Não procurar um especialista: tem muita informação boa por aí: internet, revistas, livros … mas muitas vezes são mal interpretadas (ou mal escritas). A melhor forma de dar um tiro certeiro é procurando uma pessoa realmente preparada para organizar sua alimentação, e dizer o que, quando e como comer determinados alimentos.
Procurar um foco real: Sou nutricionista e sei bem que o excesso de peso muitas vezes não faz mal apenas para a saúde, mas também para a auto estima. E acho super legal quando uma mulher ou um homem querem emagrecer por estética e acabam observando que os reflexos do emagrecimento são maiores que um corpo bonito: maior disposição, melhora no humor, na energia, no funcionamento intestinal, pele e cabelo. Mas acho que deve-se trabalhar dentro da realidade. Algumas pessoas nunca serão magrinhas, outras dificilmente se livrarão do quadril largo… O importante é ser o melhor de você. Assim você não se frustra, e segue feliz com seu emagrecimento.
Estes são alguns dos erros mais comuns da alimentação de quem pretende emagrecer. Claro que existem vários outros fatores que interferem na perda de peso. Veja se você se enquadra em algum deles!
Beijos,
Até a próxima!
Marina