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Porque engordamos?

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Não é falta de vergonha na cara, não é desleixo e muito menos problema de caráter. Engordamos porque nosso corpo ‘gosta’ de acumular.

Sim amigos. É triste, mas é verdade. Nosso corpo não gosta de deixar nada passar. Ele gosta mesmo é de guardar cada centímetro de excesso que ingerimos.

Estamos preparados para estocar energia!

Vamos voltar lááááá atrás, quando éramos ainda ‘homens da caverna’. Não tínhamos fogão, geladeira, carro, moto, taxi, metrô, ar condicionado, escada rolante e comida congelada no supermercado. Precisávamos caçar, plantar, colher, subir em árvores, caminhar longas distâncias, entre outros.

homem-moderno

O tempo foi passando e as facilidades foram aparecendo. Algumas, claro, para melhor: o homem não precisa mais conservar alimentos no sal – porque ele tem a geladeira; fez-se a descoberta do fogo e surgiram eletrodomésticos que nos ajudam no preparo dos alimentos. 

O fato é que (vamos voltar lááááááá nos primórdios) só estamos aqui pois, de maneira evolutiva, temos reserva energética. O homem tinha que caçar seu alimento, não tinha um supermercado em cada esquina e muito menos um carro. Então imagine a cena: uma nevasca sem fim e um homem com fome. A solução era ficar bem quietinho dentro da sua caverna esperando a nevasca passar até que ele pudesse sair para buscar  mais comida.

Mas e se a nevasca durasse diiiiiiaaaaaassssss? 

caça

Sobreviviam aqueles que conseguiam estocar mais energia. E de acordo com a teoria evolutiva, foi assim que chegamos aqui: guardando energia para os momentos mais difíceis.

Somos seres preparados para estocar. Claro que existe uma grande influência genética e ambiental, mas basicamente, é por isso que nosso corpo tem mais facilidade para engordar do que para emagrecer.

Seria maravilhoso se jogassemos fora tudo aquilo que é inutilizado? Talvez sim. Mas não dá para ficar apenas imaginando o ‘se’. 

Como não temos essa opção, e não vivemos no mesmo ambiente dos homens das cavernas, o básico é: alimentar de uma maneira correta, saudável e equilibrada e se exercitar. Os dois ao mesmo tempo.

fast and gym

No quesito alimentação, há pouco tempo veio a tona a ‘dieta paleo’. Essa dieta consiste em manter os hábitos primitivos da alimentação, ou seja: preferenciar carnes, ovos, frutas e legumes e excluir açúcar, refinados, laticínios, etc e tal. Esse tipo de alimentação foi descrita em um estudo de 1985, no New England Journal of Medicine. O documento conta sobre como algumas doenças nos afligem e sua relação com nossa alimentação completamente modificada. Essa teoria tem total fundamento, mas logicamente não pode ser levada ao pé da letra. O homem das cavernas comia grandes quantidades de carne, sódio e gordura mas tinha o outro lado da balança – que nada mais é que o segundo fator ausente que nos faz engordar no século XXI: a atividade física.

Quando falo sobre atividade física ou exercício físico, falo sobre ser ativo numa maneira geral. Como assim Marina? Simples.

Há algumas semanas estive não muito longe daqui, em Buenos Aires, Argentina. Fiquei hospedada no bairro de Palermo, e tirando os eventuais trajetos de taxi, a maioria foi feita a pé. Buenos Aires é uma cidade super plana, e é notável que as pessoas tem uma cultura muito forte com relação a caminhada. Não aquela caminhada tipo ‘cooper’, mas aquela caminhada para ir a padaria, ao cinema, ao restaurante, a casa do amigo. Ou seja: as pessoas se movem o tempo todo!

O mesmo ocorre em países europeus. A França é permanentemente citada como país daqueles que comem de tudo e não engordam – sugiro que vocês leiam ‘a não dieta dos franceses. Dentre outros fatores, o que afeta de maneira grandiosa a boa saúde e peso é a atividade física permanente. 

paris food

E o que temos hoje no Brasil e outros países – sobretudo os EUA: inatividade física total associada a uma péssima alimentação. Não subimos escadas, não andamos 4 quarteirões, não cozinhamos. Comemos muito e achamos que 40 minutos de atividade física é o supra sumo da saúde. 

Não estou dizendo que você deve abrir mão da academia – ou de qualquer atividade física. Sou a primeira pessoa a defender a prática de exercícios com regularidade. Mas precisamos nos mover mais. Não precisa subir os 20 andares do seu prédio de escada, mas se todos os dias você se propor a subir e descer a metade deles, já estará fazendo uma grande diferença.

O ideal é que a gente não só faça um exercício regular, como também se mexa mais ao longo do dia.

Na hora do almoço, vá a pé até o restaurante da próxima esquina. No metrô, prefira as escadas fixas do que rolantes. Em casa, cozinhe! Fique 30 minutos de pé preparando seu alimento. No supermercado, prefira frutas e verduras, e prometa não visitar a parte dos alimentos congelados.

vegetais

Não quero ser radical, todo mundo acaba se rendendo a um fast food de vez em quando, e tem dias que bate aquele desespero e você acaba burlando a academia para ficar dormindo mais 30 minutos. Sendo uma ocasião pontual, tudo bem. O que não podemos é tornar disso um hábito.

Por isso eu sempre digo ‘parece conselho de nutricionista, e é: suba mais escadas, ande um quarteirão a mais, passeie com o cachorro, vá a pé até a academia, deixe o carro na garagem. 

Talvez uma só atitude não vai mudar toda a sua vida, mas é preciso dar o início!

Beijos,

Até a próxima!

Marina

Para ler mais um pouquinho… http://www2.uol.com.br/sciam/reportagens/alimentos_e_evolucao_humana.html