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Retirando o mercúrio da dieta

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Quem nunca escutou, quando era criança, os nossos pais pedirem “toma cuidado com o termômetro! Não pode quebrar! Lá dentro tem mercúrio, e mercúrio faz mal!”. Se não, quem nunca se feriu e passou mercúrio nas feridas, aquele líquido vermelhinho que ardia bastante?
O mercúrio é um metal encontrado naturalmente no planeta Terra, tanto no ar quanto no solo e na água. É um metal prata e brilhante, líquido a temperatura ambiente – mas que vira vapor facilmente. Por isso, a quantidade encontrada na atmosfera é maior, seguida da concentração da água e depois, do solo.

É preocupante a contaminação pelo mercúrio, pois ele pode causar danos no cérebro, coração, rins, pulmões e sistema imune. Além disso, ele ultrapassa a barreira placentária: ou seja, se a mulher grávida ingerir ou inalar mercúrio, ele passará para o bebê.

A consequência da contaminação do bebê é o desenvolvimento de problemas cognitivos, geralmente sem cura – apenas tratamento. Dentre elas, está o autismo, uma alteração que afeta a comunicação, socialização e comportamento do ser humano. Estudos sobre autismo e contaminação por mercúrio estão em desenvolvimento, e os resultados existentes já indicaram que essa relação existe.
Esse ano, em Genebra, uma reunião confirmou a redução do uso de mercúrio. Essa convenção, nomeada Convenção de Minamata (em homenagem a uma cidade japonesa que sofreu grave contaminação causada pelo mercúrio), estabeleceu que até 2020, o uso e as emissões globais de mercúrio deverão ser restringidas.
E onde encontramos mercúrio?
Acho que muita gente sabe que alguns peixes tem fama de carregarem mercúrio na carne. Peixes predadores (ou seja, que se alimentam de outros peixes) são os prováveis ‘reis do mercúrio': o cação e o tucunaré são os melhore exemplos. Mas atum, sardinha, pescada branca, salmão, linguado e pacu também podem conter esse metal – a vantagem é que, se o consumo for alternado com outros tipos de carne, não há problema algum.
Regiões de garimpo e de indústrias que utilizam o mercúrio como matéria geralmente tem altos níveis de mercúrio no solo e na água.
A figura acima mostra como ocorre a contaminação por mercúrio. No caso, é uma figura americana, mas mostra bem porque os peixes do topo da cadeia alimentar são os mais ricos em mercúrio. Sabemos que o salmão vendido no Brasil (que na verdade não é salmão, é truta, já escrevi sobre isso aqui nesse post) tem sim mercúrio (porque é truta). Os predadores de lá, são o tubarão, o peixe Esox, o atum branco e o linguado – que devem ser consumidos apenas algumas vezes por mês – enquanto a truta e o atum podem ser consumidos algumas vezes por semana; e o salmão de maneira ilimitada.
Algumas análises também já demonstraram que xarope de milho rico em frutose (um produto usado para substituir a sacarose de vários alimentos, como refrigerantes, balas, doces, etc) também pode conter mercúrio. Pensando no alto consumo desses produtos hoje em dia, é bom ficar de olho!
Atenção mamães!
Você que está grávida, ou pretende ficar, cuidado com o excesso de mercúrio na alimentação. Claro, não é para entrar na paranóia, mas vale a pena ficar atenta. A dica de alternar o consumo de peixes com outros alimentos, principalmente, é a melhor forma de evitar o consumo excessivo sem perder os benefícios que os peixes oferecem. Quem tem condição de comprar peixe orgânico, ou com rastreabilidade -para verificar de onde o produto vem – já é ótimo. Quem não tem, evite os de má fama (como citei acima, cação e tucunaré). Vale a pena pesquisar na internet e verificar quais as regiões geralmente são mais afetadas pela contaminação aquática de mercúrio também.

Retirado do site do Ibama
 
 
Muito além da alimentação – Vacinação infantil, autismo e mercúrio: qual a relação?
A vacinação infantil é imprescindível para o desenvolvimento saudável da criança (várias doenças já foram erradicadas no Brasil a partir da vacinação, como pólio e o sarampo. Além disso, vacinas contra outras doenças, como hepatite e gripe estão no calendário infantil). Porém, uma substância chamada Timerosal é usada para conservar várias vacinas – e tem como base, o mercúrio.
Nos países ricos da Europa, no Cánada e nos Estados Unidos, várias vacinas já foram isentas dessa substância. O Brasil ainda está atrás nesse quesito. Essa informação não é divulgada amplamente, e podemos encontrar estudos que neguem a relação da toxicidade de mercúrio e problemas cognitivos, mas … vocês sabem: a indústria farmacêutica é extremamente poderosa, e forja vários fatos (triste, mas verdade). Você não vai jamais deixar de vacinar seu filho, mas é bom saber essa informação. O importante é cobrar do governo e dos orgãos responsáveis pela regulação da vacina, pela retirada desse conservante das formulações, além de ficar atento aos excessos de alimentos possivelmente contaminados! Sabendo dessa informação, é mais fácil cobrar.
Então, lembrem-se sempre: a informação é o melhor remédio. Não vamos parar de comer peixe, mas alternem com outros tipos de proteína e procurem saber de onde vem o produto que está na sua mesa!
Até a próxima!
Beijos
Marina