Vou contar sobre… o suco verde!

5 de junho de 2013

Dica de Produto: Canjica Vapza

5 de junho de 2013

Vai parar de comer salmão?

5 de junho de 2013
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Está no facebook, no twitter, no instagram, e já recebi até por email, um link falando do salmão. É do blog http://liasergia.wordpress.com/. Confesso que todo título muito impactante que envolve algum tipo de alimento (o título, no caso, é ‘a farsa do salmão’) me desperta a curiosidade. Afinal, você tem o direito de opinar e crer naquilo que está dizendo: e gosto de saber o que as pessoas que punem tanto determinados alimentos pensam.
E nesse caso, foi o salmão. Desde que me formei existe um ‘misticismo’ envolvendo esse peixe tão querido por todo mundo. 
Isso porque, em meio a uma época que só se falava em colesterol (lembrem-se, vivemos de modismo até na saúde!), o salmão foi colocado como o rei do ‘bom’ colesterol. Mas isso não é exclusividade do salmão, mas sim dos peixes de águas frias e profundas, principalmente. 
O que se sabe é que o salmão que comemos no Brasil não é salmão. Ele é um peixe salmonado, criado em cativeiros, alimentado com ração, medicado e corado. Geralmente esse salmão vem de cativeiros do Chile, mas alguns outros países também exercem esse tipo de atividade. 
E daí, fez-se a baderna: NÃO COMA SALMÃO! 
O ponto de vista desse lado da moeda é: o salmão tem corantes, o salmão tem remédios, o salmão não tem ômega 3 (que é o benéfico a saúde, principalmente para o aumento do ‘bom’ colesterol). E sim, ele é isso tudo que está descrito. 
Mas, temos vários pontos para avaliar antes de comer ou recusar esse saboroso peixinho.
1) O salmão não é o único a ser alimentado com rações, remédios e corantes. As vacas, bois, galinhas, porcos, cordeiros, e etc, também tomam remédios e rações. Ou você acha que toda vaca se alimenta de capim, todo frango só come milho, e todo porco só come abóbora? Não. Eles são criados com a intenção de ir para a sua mesa. Mas isso é assunto para um outro post…
2) O Chile não é o culpado por isso. Não pense que todo peixe que vier do Chile vai te deixar ‘mal alimentado’. Nada disso. Do mesmo jeito que podemos encontrar um bacalhau de péssima qualidade em Portugal, laranjas horríveis no Brasil, arroz estragado no Japão e por aí vai. Não generalizem. E não condene sem antes se dar o trabalho de olhar a procedência do peixe. As embalagens devem ter a origem e os aditivos alimentares contidos nesse alimento.
3) Nem todo corante é prejudicial a saúde. Nem todo conservante também. Nem todo remédio! Hoje em dia, se você não vive em uma fazenda, em um local com clima ideal, e totalmente sustentável, é praticamente inviável se alimentar 100% com segurança, infelizmente. O meu ponto é: você come salmão todos os dias? Se sim, aí é hora de repensar. Se é um consumo esporádico, sinceramente, não vejo o porque dessa loucura. Afinal, você deixa de comer salmão, mas vários outros alimentos podem te prejudicar na mesma medida, ou até mais. 
4) Não é só a alimentação que vai te fazer mal. Poluição, stress, falta de sono e de atividade física (juntos ou separados) também podem render doenças. Desde uma simples gripe até um câncer. Lembrem-se que a maioria dos problemas de saúde são conjuntos de sintomas, e não só culpa do salmão cheio de corante, criado em cativeiro, com gordura saturada.
5) Vamos aprender a filtrar as informações. Eu sei disso tudo do salmão, e não, não vou deixar de comer sashimi de salmão na minha próxima ida ao restaurante japonês. Porque é algo que faço esporadicamente. Equilíbrio é a alma da vida, pra tudo, e principalmente na hora de se alimentar. Uma dieta totalmente orgânica, macrobiótica, e etc, é algo difícil e inacessível para a maioria da população. Não limite seus momentos prazerosos por causa de uma informação mal selecionada.
6) Por último, mas não menos importante: o Brasil tem uma vasta gama de peixes, prontos para serem consumidos. Somos banhados por um oceano enorme, além de rios que nos dão peixes de água doce excelentes. Mas a maioria da população não consome. Converse com o dono da peixaria, com seu médico, com o nutricionista. Pesquise (em fontes confiáveis!). 
Por isso, não vamos condenar o salmão. E nem beatificá-lo. Apenas encontrar o equilíbrio entre os dois lados da moeda! 
Até a próxima!
Beijos,
Marina

Em tempo: O Vinchbr deixou um comentário no post, e achei interessante compartilhar.

“90% do salmão consumido no Brasil não é salmão, é truta salmonada. Hoje você pode ir ao supermercado e olhar a etiqueta do salmão, a maioria vai falar que é truta salmonada, porque se não for salmão dá um problema seríssimo para quem está vendendo.”. 

Lá nos comentários tem a explicação do Vinchbr na íntegra! Vale a pena para complementar esse ‘auê’!

Em tempo 2: a Marina, minha amiga e parceira de blog, do batatafritapode.blogstpot.com, escreveu aqui sobre o salmão e toda essa ‘fofoca’. Excelente texto, falando não só das questões do salmão discutidas aqui, mas sobre a contaminação do salmão. Vale MUITO a pena ler.