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Veja: O suco verde faz bem

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Nesse final de semana, a Veja publicou uma reportagem sobre o Suco verde. E como fiz sobre a Veja e a Estética do risco, dou minha opinião sobre a reportagem e o suco verde (que na verdade, já falei dele aqui).
A reportagem da Veja foi muito bem colocada, ao meu ver, em alguns pontos. Frisou a alimentação como um estilo de vida e lembrando que a palavra dieta tem origem no termo diáita, que quer dizer ‘modo de vida, e não um programa alimentar com objetivo exclusivo de perder peso‘. Yes! É justamente isso!
Ainda falando de saúde, cita também a historiadora Louise Foxcroft do livro ‘Calorias, e espartilhos, uma história de dieta nos últimos 2000 anos’, que afirma que grande parte da indústria da dieta é fraudulenta – ohhhh, não diga! Aliás, vale a pena ler esse livro!
Mas o centro da reportagem é demonstrar que o suco verde pode ser uma bebida saudável – afinal, é feito de alimentos naturais, não industrializados, e faz combinações poderosas (ex: frutas e verduras ricas em vitamina C combinados com outras verduras que são fonte de Ferro) e uma variedade em vitaminas, fibras e minerais.
Mas ele não é milagroso! Tomar apenas o suco verde, não adianta. É necessária uma mudança geral, nos hábitos e no sedentarismo. Por ser rico em fibras e uma fonte de hidratação, o suco verde pode auxiliar o funcionamento intestinal, eliminando o que não é necessário com maior facilidade. Mas a garantia que ele vai ‘desintoxicar’ o corpo todo é pífia.
A revista lembra que o emagrecimento ocorre quando aumentamos o nosso gasto de energia, e coloca os cálculos de metabolismo basal e gasto energético – o que ao meu ver, é um grande erro. Esses cálculos nem sempre são a melhor opção para verificarmos o metabolismo de um indivíduo, e devem ser usados por profissionais habilitados. Se você quiser fazer um cálculo por curiosidade, ok, mas que isso não tome o norte da sua alimentação.
Um cálculo utilizado por um leigo pode levar a erros na alimentação. Nosso consumo não deve ser baseado somente em valores calóricos: a qualidade da alimentação também influencia no emagrecimento e na saúde; e os cálculos são fórmulas gerais, por isso devem ser conflitados com outros dados.
A Veja cita, ao final, que não há contra indicações para o suco verde, e recomenda que ele seja tomado ‘fresco’, para que não ocorra prejuízo de várias propriedades nutricionais.
Alguns profissionais alertam para o ‘perigo’ da vitamina K (presente em alguns legumes e verduras) e o uso de anticoagulantes. Essa é uma idéia permanentemente difundida entre os profissionais da saúde, mas não é para criar pânico: hoje em sabemos que a quantidade de vitamina K suficiente para interferir na eficácia de um anticoagulante deve ser muito grande. Um suco verde diário pode não ser suficiente para atrapalhar o efeito do medicamento. O mesmo serve para quem leu que o suco verde está proibido para o hipotireoidismo: sem pânico! O importante é não se alimentar exclusivamente dos alimentos ‘proibidos’, e principalmente a longo prazo.  
A principal recomendação é que você converse com seu médico/nutricionista de confiança e varie ao máximo a alimentação! 
No mais, a Veja finaliza com duas páginas sobre as ‘dietas’ mágicas. E apesar de ser uma revista que já publicou reportagens tendenciosas, achei a publicação interessante, porque mostrou que o suco verde não é um remédio e nem um milagre. Se você gosta, excelente. Se não gosta, não se force a tomar, procure outras alternativas.

Beijos,

Até a próxima!

Marina