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Viva a experiência

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Desde 2015 eu sou uma corredora. Já escrevi muito no blog, e você pode ler todos os textos aqui. Mas para resumir: comecei a correr em 2015, quando eu nem dava uma volta no parque ibirapuera (ou seja, não corria nem 3km). Nunca fui fã de atividades físicas e jamais imaginei que fosse gostar tanto de uma modalidade – apesar da preguiça fazer parte de mim assim como um braço ou uma perna.

Essa semana eu falei no stories do instagram: na hora que acordo para treinar eu penso em todas as desculpas possíveis, que vão desde neve no Brasil até um decreto nacional que proíbe nos sair de casa para fazer exercício. Mas eu me levanto eu vou.

Foi dessa maneira que ano passado corri uma meia maratona: 21 km deliciosos e maravilhosos, cheios de energia e alegria, que jamais vou me esquecer. E foi com a preguiça que tenho quando acordo, que fiquei sem treinar vários meses depois da prova. Mesmo sabendo que no ano seguinte eu vou querer, novamente, pensar em outro desafio.

Mas como vencer a preguiça?

Eu costumo falar que só damos valor para uma mudança de hábito quando 1) vivenciamos a experiência e 2) nos comprometemos a medida da nossa capacidade. Tem gente que acredita que um objetivo final é o que nos motiva, mas se a gente não curtir o caminho para esse objetivo, chegando lá ele não será sustentável.

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Mesmo com toda a preguiça do mundo eu me levanto para correr porque eu vivenciei a experiência da corrida. Eu não pensei somente nos 21km, mas eu percebo que a qualidade do meu sono melhora, minha ansiedade fica mais controlada, minha produtividade dobra, eu me sinto útil e energizada e fortaleço minha relação com o meu corpo. Se eu focasse só em terminar a prova, ia sofrer quilômetro por quilômetro, além de terminar cheia de dores e histórias para satisfazer somente a platéia.

E eu só me comprometo com o que sei que sou capaz de conseguir. Eu poderia fazer uma maratona? Claro: eu tenho duas pernas, sei correr e sou saudável. Mas eu não consigo me comprometer com o nível de treino para esse tipo de prova. E isso não é um problema para mim: é uma solução. Eu sei das minhas limitações e fraquezas, e isso não me torna menor do que ninguém – me torna apenas mais prática quando tomo a decisão de não fazer uma prova de maior distância.

Depois que você incorpora um novo hábito

Esse ano a prova é dia 30/7 e tenho treinado direitinho desde abril. E no meio dos treinos, eu tiro férias. Fico 2 semanas sem assessoria, sem Ibirapuera, sem professora negociando (eu negocio até onde posso os treinos, hahaha)… Se você me falasse que em 2017 eu planejaria uma viagem considerando possíveis trechos onde eu possa correr, eu não acreditaria. Certamente eu responderia que me recuso a colocar um tênis de esporte na mala, que férias são férias e não se fala mais nisso.

Hoje já descobri que no aplicativo Strava há rotas para serem percorridas, já encaixei os treinos no vai e vem dos passeios e estou achando super cool poder correr na beira do Rio Sena ou atravessar a Ponte Vecchio observando o Rio Arno.

Vá para se divertir

Quando comecei a correr, a minha querida e saudosa professora Cris Carvalho me falava que eu não devia me preocupar com o tempo e a velocidade: “Vá para se divertir”, ela dizia. Eu continuo não concordando com a atividade física como uma forma de (falsa) compensação calórica e garantia estética. Viajar e encher a mala de roupas de ginástica para se sentir menos culpada na hora de comer algo é um erro duplo: você não curte a comida e não curte o exercício.

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Mas se for para ser divertido e claro, auxiliar de alguma forma a sua saúde, sou a primeira a concordar.

Ainda faltam alguns dias para as férias, mas certamente contarei como foram as experiências durante esse período. Por aqui e pelo instagram .

Espero que vocês gostem!

Até a próxima,

Marina