Semana Mundial da Amamentação

Terça-feira (dia 1/8) foi dia Mundial da Amamentação.

Eu poderia escrever sobre todas as vantagens do ato de amamentar, dos benefícios do leite materno para mães e bebês… Só que decidi falar sobre outro assunto. Decidi falar sobre as angústias, as experiências, as dificuldades e a parte ‘vida real’ da amamentação de várias pessoas.

São mulheres que adoro, admiro e que tem histórias bem diferentes. A primeira é bem interessante: a mãe não amamentou o primeiro filho, mas a segunda já nasceu pronta pra se satisfazer com o leite!

“Quando eu estava grávida do Henrique, fiz toda a preparação da médica. Me informei sobre amamentação, eu queria amamentar. Tomei sol nas mamas, me hidratei… fiz tudo! Confesso que esperei o momento de amamentar sem romantizar – sabia que poderia ser difícil. Esse é meu temperamento: sou muito prática. Só que quando Henrique nasceu, ele não pegava o bico do peito, não sugava. De JEITO nenhum. Era meu primeiro filho e eu insisti, porque achei importante. Até que depois de 10 dias tive mastite: minhas mamas ficaram vermelhas, sentia muita dor, não conseguia mexer o braço… não foi legal. Meu marido sugeriu que procurássemos uma enfermeira, mas eu sentia que não era ausência de orientação, era uma particularidade do Henrique. Ele simplesmente não pegava, e eu não estava feliz na insistência. Por isso comecei a tirar com a bomba e complementar com fórmula.

Tirei o leite com a bomba por 2 meses e alternava com a fórmula, tudo na mamadeira. Até que no final do segundo mês cansei da bomba. Deixei o Henrique na fórmula, meu leite secou naturalmente e ele cresceu com saúde.”

Passada a primeira experiência, veio a menininha. E foi tudo diferente…

“Quando o Henrique estava com 1 ano e 9 meses, a Ana nasceu. Eu não criei expectativas: se amamentar ok, se não amamentar paciência. Já deixei todas as mamadeiras esterelizadas… Mas ela nasceu pegando TUDO  o que Henrique não pegou. Sugou o leite e gostava bem! Não tive nenhum problema. Amamentei por 9 meses (não exclusivamente) e segui muito meu instinto na hora de amamentar: se a Ana chorava e não era febre, frio ou fralda, eu sabia que era fome. Dava o peito e problema resolvido. Como ela era o segundo filho e eu tinha outro ainda pequeno para ajudar, parei nos 9 meses. E não me arrependo”.

A cobrança

“Ao mesmo tempo que senti muita cobrança e julgamento sobre o fato de não ter amamentado o Henrique, também percebia um julgamento quando viam que a Ana estava com 9 meses amamentando – como se ela já tivesse passado da fase de mamar”

Recado para as mães (e para quem está ao lado das mães)

A mãe do Henrique e da Ana queria ter amamentado o pequeno, mas não rolou. Amamentou a Ana e deu super certo. Ela é da turma de que tem que ser bom pros dois: “Uma mãe infeliz não cria filhos felizes“. Ou seja: não adianta sofrer e se desgastar, em prol de algo que as vezes não é para ser. Por mais importância que a amamentação tenha – E TEM! – existem situações que ela se torna incompatível com outros fatores essenciais do início da maternidade.

Devemos apoiar o aleitamento materno SIM! Mas devemos compreender e apoiar também quem passa por inúmeras questões e faz a escolha consciente (não vale falta de informação) de não amamentar. Cada um tem uma experiência, e cabe a nós apoiar e ajudar – e não julgar!

Até a próxima!

Beijos,

Marina