Cogumelos!

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Eu sou apaixonada por cogumelos! Desde que comecei a frequentar restaurantes japoneses me interessei por eles. Acho uma opção versátil, gostosa, leve e fácil de preparar. Muita gente me escreve pedindo para falar sobre a diferença entre eles, e perguntando se eles são fonte de proteína - porque geralmente são uma alternativa usada pelos vegetarianos ou pra quem não faz tanta questão de comer carne.

E sim, os cogumelos tem proteína. Das versões mais conhecidas aqui no Brasil (shitake, shimeji e Paris), para cada 100g de cada tipo, são 3g de proteína. Não é uma quantidade tão grande quanto um peito de frango (100g tem quase 30g de proteína) e nem do ovo, onde 100g (ou 2 unidades) tem 12g de proteína.

Claro que a gente tem que escolher um alimento não só porque ele tem ou não determinado nutriente: a gente tem que gostar de comer o alimento também! Mas no caso dos vegetarianos, eu entendo a preocupação com o consumo de proteínas. Então fica o recado: consumir cogumelos dá uma ajuda na quantidade de proteínas que deve ser consumida.

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Mas ninguém vai comer só cogumelo... A notícia boa é que tudo que combina com cogumelo também tem proteína! Montei algumas combinações pra dar algumas idéias. Pra preparar é muito fácil: shitake e shimeji ficam ótimos grelhados com um pouco de manteiga e cogumelos Paris ficam excelentes em sopas ou assados. E todos os três são divinos quando preparados num papilote (que nada mais é do que colocar em um papel alumínio com um pouco de manteiga e deixar assar!).

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É só soltar a imaginação! No meu instagram, vira e mexe eu coloco alguma receita com cogumelo por lá. E você, qual sua receita preferida?

Conta aqui pra gente :)

Até a próxima,

Marina!

Eat Clean

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A obesidade é um problema atual, e tudo isso devido a uma somatória de fatores que inclui o alto consumo de alimentos industrializados: todos ricos em açúcar, sal, carboidratos refinados em geral e gordura hidrogenada. Então você quer comer um doce e não pode, porque o açúcar é um problema de saúde pública. Quer comer uma batatinha frita e não pode, porque ela é um verdadeiro veneno. Quer comer um negocinho no meio da tarde e precisa virar duas pra conseguir preparar algo ‘clean’. Porque temos que entrar na turma saudável e adotar o #eatclean pra nossa vida.  Se você fizer uma busca na hashtag #eatclean no instagram, vai ver diversos tipos de fotos, que vão desde maravilhosos pratos de salada, comidas orgânicas e frescas, alguns pratos de receitas fit (alguns nem tão lindos assim, hehehe), corpos malhados e fotos das transformações deles.

A ‘alimento do bem’ ou o #eatclean parece nos livrar de um erro alimentar. “Como o alimento é saudável, posso comer tranquilo, sem culpa”. Mas esse raciocínio faz justamente o contrário: reforça o fato de que existem alimentos ‘errados’ ou indevidos. Aí quando a gente resolve comer esses alimentos a gente sente tudo o que não era pra sentir: CULPA, muita culpa.

Aquilo que não é do bem é aquilo que comemos em segredo e comemos mais – e esse excesso acaba sendo o prejudicial. Nos sentimos fracos porque não conseguimos ter o bendito foco que um monte de gente insiste em exigir. Essa linguagem moralista do #eatclean acaba se transferindo para quem que está comendo, aumentando as chances de desenvolver sérios problemas alimentares, que podem começar com uma simples mudança de comportamento e terminar num grave transtorno alimentar.

E tem um jeito ótimo de disfarçar esse comportamento grave: colocar o equilíbrio no meio da briga.

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Existe um termo em inglês chamado ‘guilty pleasure’ que numa tradução literal seria um ‘prazer culpado’. Aquela coisa que você gosta e sente culpa. Todo mundo tem um!   Mas na alimentação o guilty pleasure deveria ser apenas pleasure. Ou então podemos optar comprar uma máquina do tempo e ir parar na Idade Média, onde sentir prazer era proibido e pecaminoso. 

Quando colocamos os alimentos (do bem e do mal) no mesmo patamar (o do prazer) conseguimos assumir o controle do consumo: estamos comendo porque é bom e não tem nada errado nisso - daí você tende a comer cada vez com mais consciência:, e não caímos naquele velho hábito de comer algo ‘errado’ e pensar ‘ah, agora já era, já estraguei tudo, vou continuar com esse exagero e depois eu penso’.

A idéia do Eat Clean também gera associações perigosas com nossos corpos. Quem nasceu antes dos anos 90 vai lembrar bem das propagandas lindas de Malboro: um por do sol, um cowboy magia e aquela cara de quem ia dominar o mundo, bem livre. O cigarro até pouquíssimo tempo atrás era um símbolo de status, glamour, empoderamento – e as propagandas colaboravam com isso.

Agora a gente nem precisa de outdoor, é só clicar na hashtag #eatclean e imaginar que comer ‘comida do bem’ vai deixar a gente com um corpo maravilhoso – como se isso também fosse o objeto central da nossa felicidade. Como se nos tornássemos seres superiores quando evitamos ‘porcarias’ ou ‘besteiras’, como se fôssemos power rangers e determinados alimentos fossem nossos inimigos.

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O que chamamos de ‘comida de verdade’ ou ‘real food’ pode também trazer essa conotação moralista, como se um produto industrializado fosse péssimo, horrível e a gente não pudesse comer nunca. Mas eu ainda prefiro esse termo para influenciar as pessoas a comerem mais alimentos in natura e menos industrializados – que é o verdadeiro equilíbrio.

Sou pro saúde e todo mundo que melhora a alimentação nota os impactos disso no humor, na disposição, no sono e na estética. Mas pra ter todas essa vantagens você não precisa virar um militante da causa natural: basta cozinhar mais, comer mais daquilo que você reconhece como comida e entender que os industrializados tem seu papel - em menor quantidade, mas tem. Esse é o verdadeiro equilíbrio!

Até a próxima!

Marina

Desafio de natal: chester, tender, peru e frango

Final do ano todo mundo pensando na ceia... Na minha família a gente não faz ceia (!!!!). E vocês?

Acredito que um dia que eu tiver uma família minha (filhos e etc) vou querer preparar, afinal, eu amo receber e cozinhar. Enquanto isso, eu fico só obervando essa loucura movimentação toda do Natal. E muita gente aproveita para fazer super ceia e cozinhar aquele Peru de Natal (Peruuuuu de Natal, Peruuuu de Natal... como é fácil de fazer... lálálá). Enfim...

Mas vocês sabem a diferença de Peru, Chester, Tender e Frango? Aliás, vocês sabem que frango e chesterÒ, é o mesmo animal?

Chester é uma marca registrada da Perdigão. Aparentemente, na década de 80, a perdigão quis lançar um produto para concorrer com o Peru de Natal da Sadia. Então os desenvolvedores da Perdigão trouxeram um frango que tinha uma enorme quantidade de carne no peito e nas coxas. Esse produto foi obtido através de vários cruzamentos de raças de frango. E então a Perdigão registrou o Chester como marca própria. Dizem que a produção é super controlada – inclusive existe uma ‘piadinha’! “Coisas que você nunca viu: cabeça de bacalhau e ovo de chester.

 

Tender nada mais é do que o pernil do porco defumado. Ele é preparado como um embutido (o presunto, por exemplo). Tem na sua composição água, sal, proteína de soja especiarias, espessantes, estabilizantes, antioxidantes e conservadores.

O Peru é aquela ave enorme (glu glu!), que tem um peito inflado, aquela papinha molenga e várias penas. Ele é super consumido nas festas americanas e europeias. Aqui no Brasil também, já que a gente não deixa passar nenhuma tendência estrangeira, hehehe.

O frango é frango, todo mundo conhece né? Não vou entrar em detalhes agora sobre os horômonios (ou não) dos frangos, se tem, se não tem, se faz mal ou não. Vou deixar isso para outro post!

Agora, vamos ver qual a diferença nutricional entre eles!

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Quanto ao sabor, não sou a melhor pessoa para opinar. Não sou mega fã de peru e alimentos defumados, então eu opto pelo franguinho mesmo :)

E vocês, qual gostam mais?

Beijos e um FELIZ NATAL!