Raspando o prato!

Raspando o prato!

Fartura e excesso de comida são comuns na mesa Brasileira. A máxima “melhor sobrar do que faltar” rege nossa vida culinária e alimentar. Mas isso gera um consumo exagerado e um hábito difícil de largar: deixar comida no prato e parar de comer quando estamos satisfeitos e saciados.

A sensação de desperdício, a culpa da frase “tanta gente morrendo de fome, e você deixando comida no prato” e aquela ordem proferida por 9 de 10 mães brasileiras “tem que comer até raspar o prato” tornam a opção de comer além da nossa saciedade numa obrigação.

E geralmente é nesse excesso que moram o problema e a solução. O problema: depois de anos raspando o prato, comemos até nossa barriga ficar cheia, com aquela sensação de que no nosso estômago não cabe nem mais uma azeitona. E confundimos isso com ‘estar saciado’. Ou seja: pensamos que só com a barriga lotada é que nossa fome vai embora. Raspando o prato, vamos ganhando peso e comendo além do suficiente.

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A indústria do Bem Estar

A indústria do Bem Estar

Algo que me surpreende tanto ou mais do que a pressão do emagrecimento e do corpo padrão, são as falsas promessas de quem prega um lifestyle saudável: a indústria do bem estar. Elas vão desde chás que prometem desinchar, passando por testes rápidos de alergia alimentar, chegando até enemas de café. Água alcalina, creme que queima gordura, água com limão, sal do himalaia, ... são promessas intermináveis para uma boa saúde e a longevidade.

Escrito pelo médico Dr. Jen Gunter e publicado no NY TIMES, esse artigo fala sobre a indústria do (suposto) bem-estar. Uma boa reflexão para repensar tudo aquilo que compramos e consumimos baseado em muita promessa e pouco embasamento científico.

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Frio e Hidratação

Frio e Hidratação

O inverno chegou aqui no Brasil e muita gente se esquece de beber água nessa época do ano - eu, inclusive. Porque realmente não é super agradável mandar aquele copo de água garganta abaixo quando faz um frio danado.

Mas a boa notícia é que nem só água hidrata. Tem muitos alimento e bebida bacanas que a gente pode consumir mais no inverno e se manter hidratado, sem aquela obrigação dos 2 litros de água por dia. 

Aliás, precisamos mesmo de 2 litros de água por dia?

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Organização de Geladeira

Organização de Geladeira

hoje o meu ponto forte é organizar a geladeira, e fui desenvolvendo técnicas para deixá-la limpa, organizada e sempre abastecida na medida (sem excessos e sem faltas). Então decidi fazer esse post pra passar algumas dicas para quem quer mais uma ajuda que vai #alemdadieta para manter uma boa alimentação.

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Tô de Férias!

Está chegando o mês de julho, e muita gente entra de férias. Ou porque a faculdade dá um tempo, ou porque os filhos entram de férias, ou por hábito de tirar uns dias nessa época. Nossa herança de férias escolares faz com que julho, dezembro e janeiro tenham um ar mais relax, não acham?

E todo ano é a mesma pergunta no consultório: vou tirar férias, e agora?

A resposta que eu sempre dou primeiro é: aproveite! Mas aproveite mesmo. Seja para ficar em casa de bobeira ou conhecer um novo lega, o lance é aproveitar, de corpo e alma. Procure desconectar de tudo que te deixa cansado, estressado e que te tira o brilho. Mas daí vem a continuação: 'mas é que vou engordar nas férias!'.

O primeiro ponto dessa questão gira em torno da falsa idéia que temos de engordar. Para ganhar tanto peso assim em tão pouco tempo, temos que consumir um volume MUITO maior do que o habitual. Se você tem um consumo alimentar equilibrado e não faz restrições, dificilmente vai conseguir extrapolar ao ponto de engordar numa quantidade abusiva. Mas é lógico que se você vive se restringindo, compensando seus 'abusos' alimentares com atividade física e tenta não comer nada que julga 'engordativo', provavelmente vai ganhar um pouco mais de peso se perder essa rotina maluca nas férias.

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O segundo ponto é a necessidade de realmente se preocupar com isso. Será que alguns possíveis quilos a mais depois de uma mudança de rotina, descanso e passeio são tão graves? Mas se você ainda não conseguiu desapegar disso, pense comigo: voltando pra rotina seu peso volta para o habitual. Será que esse aumento merece tanta atenção assim?

O terceiro ponto é para quem está num processo de emagrecimento. Eu sei que pode ser difícil, mesmo se você estiver lidando com isso através de uma reeducação alimentar legal e inteligente. Mas aí é só pensar comigo: férias sempre existirão, assim como o Natal, o Ano Novo, a Páscoa... Porque você não usa essa maravilhosa e prazerosa oportunidade para aprender a lidar com esse momento? Afinal, são apenas férias (repita comigo esse mantra).

E a atividade física?

Seguimos a mesma linha de raciocínio: você faz atividade física porque gosta ou porque é uma compensação? Se for por prazer, provavelmente você vai tentar manter seu corpo em movimento durante as férias. E nem está se preocupando com isso - e talvez nem esteja aqui lendo esse post.

Mas se você não ama atividades físicas e essa preocupação está maior do que definir seu roteiro de férias, temos um problema. Entenda que não é a falta de exercício físico nas férias que te atrapalham, mas sim sua relação (provavelmente doentia) com esse tema (e com a alimentação). As férias são só a cereja desse bolo. Você não consegue fazer exercícios, se frustra, pensa que isso vai causar um ganho de peso terrível, aciona o mecanismo 'já que', extrapola na comida, dorme culpada, não curte as férias e põe a culpa nos dias que eram para ser de descanso e descontração.

Minhas queridas férias

Eu estou saindo de férias. Depois de um longo período tirando somente alguns dias entre Natal e Reveillon, dou um tempo do consultório e de outros projetos. É gostoso desconectar né? Como contei nesse post, precisarei correr durante as férias, porque estarei no meio do meu treinamento para a meia maratona que faço dia 30/7. Para mim será desafiador, porque nunca fui a pessoa que pratica esportes em viagens turísticas. Ao mesmo tempo estou muito animada, porque será a oportunidade de ver lugares e fazer esporte onde os locais praticam. Acho interessantíssima a experiência de observar como cada população lida com a questão da saúde (e atividade física está diretamente relacionada com isso).

Quanto a alimentação... Estou animadíssima! Vou para dois lugares que são o significado de boa comida: França e Itália. É minha primeira vez nos dois lugares, e não tenho dúvidas que vou encontrar coisas muito melhores do que já estou imaginando e programando. Depois vai ter muito post legal com dicas e experiências que tive durante a minha viagem. Vou também mostrar algumas coisinhas lá no instagram, em tempo real.

E o que vai na mala?

Roupa, filtro solar, tênis de corrida, guia de viagem, bateria de celular, e uma mala de mão com um ipad carregado de filmes - além de um bom livro. Nada de snacks e comida em tuppware hein gente, pelo amor de Deus! A não ser que você tenha uma patologia ou dieta bem específica, ou vá para algum lugar com hábitos alimentares/higiênicos duvidosos, sem essa de ficar se preocupando em levar uma comidinha 'x' numa lancheirinha 'y'. Aproveite para conhecer os mercados locais, entender a dinâmica alimentar da população, comer a comida da região e abusar das frutas frescas locais. Não existe um lugar no mundo - até mesmo na maior das metrópoles - que você precise depender de qualquer tipo de Fast Food ou de comida industrializada. E isso não depende do quanto você tem para gastar: depende de curiosidade de procurar as mais diversas formas de alimentação que qualquer lugar pode te oferecer.

No mais, sapatos confortáveis e uma boa lista de lugares para conhecer compõe sua bagagem. Essa andança toda (que você pode até contabilizar - como já contei aqui) ajuda a manter o ritmo e a cuca fresca.

Buon viaggio, Bon voyage e Boas férias!