A roupa da alma

A roupa da alma

Eu passei minha infância e pedaço da adolescência visitando a cidade da minha avó nos feriados, alguns finais de semana e muitas férias. Ibertioga é uma cidade de 5 mil habitantes no interior de Minas, onde meu pai cresceu.

Desde aquela época a vizinhança da minha avó se manteve basicamente a mesma. Numa das casas, mora a Elaine. A Elaine é uma moça super simpática que me conhece desde pequena. Há pouco tempo ficamos amigas no facebook, e desde então virei verdadeira fã das suas frases e reflexões por lá.

Dia desses ela postou essa frase linda, numa reflexão que fez no meio de um jardim de cactos. Aquilo mexeu comigo de uma certa forma, porque frases de efeito, na maioria das vezes, me dão preguiça. Mas essa fez sentido - e me fez pensar.

Na terra da internet, as it-girls viraram blogueiras, que viraram instagramers e agora são influenciadoras. Mas na verdade, a influência delas sempre foi grande sob a maioria, mesmo antes de receberem o adjetivo adequado.

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Como pensar na velhice tem me deixado mais feliz

Como pensar na velhice tem me deixado mais feliz

Estou assistindo a série Grace and Frankie no Netflix e invejando aquelas mulheres. Sei que são papéis, interpretações. Mas elas tem vitalidade, conhecimento, e uma beleza que ultrapassa o plano estético. Fico admirada. Com a série ainda não terminada (então por favor, sem spoiler), eu tenho pensado muito sobre essa questão idade.

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Eu queria ter escrito isso: Prazer, essas são as minhas rugas

Eu queria ter escrito isso: Prazer, essas são as minhas rugas

Eu sigo a Joana já tem um tempo, desde meados de 2012, no Um Ano Sem Zara. Sabe aquelas pessoas que você gostaria de ser amiga? Pois é. Acho a Joana chique, interessante, autêntica e bonita. 

Hoje eu li esse texto e caiu como uma luva. Há tempos venho pensando em escrever algo sobre envelhecimento. Porque eu tenho me incomodado muito com a quantidade de procedimentos estéticos que as mulheres tem feito, e cada vez mais novas. Eu vivo me perguntando se toda essa necessidade de se parecer jovem o tempo todo não é, na verdade, um medo da velhice. Ou seria o medo da morte? Não sei. 

Eu não tenho muitas rugas e cabelos brancos. Mas claro que já notei uma diferença na elasticidade da minha pele e nas dobrinhas ao lado do olho, assim como coisas que poderiam ter ficado como eram. Só que, ao mesmo tempo, não me incomodo ao ponto de mudar. Eu acho tão legal tudo que ganho com o passar do tempo!

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Call me your (food) lover

Call me your (food) lover

Fico pensando se uma das primeiras recordações que você tem da gente é aquela pizza de Aliche muito, muito salgada na pizzaria da minha esquina. Será? Eu tenho muitas...

Lembra do primeiro dia dos namorados, que preparei aquele jantar com velas e flores, e quando você chegou eu estava mais pra lá do que pra cá porque tinha tomado grande parte do vinho enquanto cozinhava? E lembra que no dia seguinte e fomos comer Árabe com sua mãe, num frio de lascar, e eu com o rosto na janela do carro pra ver se amenizava minha ressaca? 

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indo para 2018

Em 2017 eu cozinhei, mudei de consultório, montei móveis, prometi andar de bike mas a deixei encostada por 7 meses num muro. Vi as campeãs da Escola de Samba no Rio. Subi a Vista Chinesa pela segunda vez. Vi John Mayer pela segunda vez. Corri, parei, voltei a correr e fiz minha segunda meia maratona. Me apaixonei mais ainda pelo meu namorido. Fiz iogurte, granola e piquei muitos legumes e frutas. Tentei engatar no youtube, mas não rolou. Comi pastel de feira, contei passos, dei unfollow em pessoas nas redes sociais e no dia a dia. Não encontrei com meus amigos como gostaria. Vi a Juju deixar de ser uma filhotinha pra virar a cachorra adulta mais linda do mundo. Tentei plantar uma horta com uma sementeira: não vingou.

Comprei mudas já nascidas e cozinhei com todas. Vi a Daiana Garbin lançar um site e um livro. Treinei cozinheiras. Viajei para Paris e para a Itália. Conheci um dos restaurantes do Mássimo Bottura, bebi deliciosos vinhos e comi uma lagosta imensa sozinha. Bebi chopp e comi panini sentada numa calçada em firenze. Nadei em Santa Marinella. Vi uma audiência Papal. Entrei em dezenas de igreja e renovei, de alguma maneira, a minha fé. Vi a Última Ceia. De cara não gostei de Milão, saí apaixonada. Enchi a mala de azeite, queijo parmesão e trufa. Tive um vôo pavoroso pro Brasil.

Indo pra 2018 e pensando: Obrigada 2017, você foi demais!

Indo pra 2018 e pensando: Obrigada 2017, você foi demais!

Chorei e fiquei ansiosa porque decidi mudar de novo de consultório. Fiquei sem dormir direito, tive dor de estômago e dor de barriga. Fiz nhoque pra relaxar. Admirei pessoas admiráveis e detestáveis. Vi meu time ser campeão. Mudei o blog sozinha. Fiz uma live sobre dor de cabeça, um curso com a Ana Holanda e participei de uma mesa no Simpósio de Nutrição Comportamental. Vi meus seguidores aumentando e quis acreditar mais em mim. Dei adeus (de longe) a minha avó, visitei meus pais, casei minha prima-irmã-melhor amiga. Fui a Nova York e comi em um dos Momofuku. Vi as abóboras do reveillon, o Brooklin e o outono da Big Apple. Fui embora querendo voltar. Recebi críticas duras e elogios doces.

Fiz coaching. Pensei se saía da corrida, e saí. Pensei em fazer pilates. Pensei em fazer bike. Até que pensei em não fazer nada, e não fiz. Recebi meu melhor amigo em casa 2 vezes. Peguei chuva, queimei os dedos cozinhando. Quis escrever mais e não consegui. Pensei se não deveria pensar em outra profissão. Terminei o ano bem animada com o consultório e decidida a ser menos dura comigo. Casei. Fiz uma aula de Yoga e adorei. Decidi continuar. Vi a chuva cair no litoral nos últimos dias de dezembro. Vi o sol aparecer no último dia de 2017. Cheguei animada para 2018.